
A companhia malaia Berjaya Air recebeu o primeiro ATR 72-600 equipado com a nova cabine premium HighLine, uma configuração voltada exclusivamente para passageiros de classe executiva.
A aeronave, registrada como 9M-BJA, foi entregue em 19 de maio e marca a estreia de uma proposta mais sofisticada para voos regionais. A ATR também divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando o avião, com destaque para o interior premium e a nova configuração de cabine.
A ideia da ATR com a linha HighLine é ocupar um espaço entre a aviação comercial tradicional e os jatos executivos. Na prática, a proposta é oferecer uma experiência mais reservada, confortável e exclusiva, mas usando a estrutura operacional de um turboélice regional.

O ATR 72-600 da Berjaya Air recebeu uma cabine com apenas 26 assentos, todos em configuração 1-1. Para ampliar a sensação de espaço a bordo, os compartimentos de bagagem acima dos passageiros foram removidos. Com isso, a bagagem de mão será acomodada em um compartimento separado na parte dianteira da aeronave.

Os assentos usados no projeto foram produzidos pela empresa italiana Geven, especializada em interiores aeronáuticos.
A Berjaya Air pretende utilizar os novos ATR 72-600 principalmente no transporte de passageiros para resorts de luxo na Malásia. O foco está em clientes que chegam ao país em voos internacionais de longa distância por Kuala Lumpur e querem manter uma experiência premium também no trecho regional até o destino final.
Além das rotas voltadas ao turismo de alto padrão, a aeronave também poderá ser usada em voos charter.
Para a ATR, o projeto HighLine é estratégico. A fabricante busca ampliar sua presença no segmento de transporte regional premium e aposta nos diferenciais dos aviões turboélice em comparação com jatos regionais, como menor consumo de combustível e capacidade de operar em aeroportos com pistas mais curtas, incluindo destinos em ilhas.

A expectativa é que aviões com configuração semelhante atraiam outros operadores ligados ao turismo de luxo, especialmente em regiões onde o acesso a resorts, ilhas e destinos remotos depende de aeronaves menores, eficientes e com bom nível de conforto.
Fonte e imagens: ATR. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
